O Ser e o Vinho

Descrição DegustaçãoUm vinho comum, no entanto, um exemplo sobre como pode se dar a relação com esta substância quando não tomada simplesmente por substância do conhecimento mas, sobretudo, como algo de que o “valor passional da qualidade (desta substância) não tarda a suplantar o conhecimento da qualidade”. Temos, portanto, em oposição valor passional X conhecimento. Conhecimento, entendamos, é aquela soma de elementos, como água é H2O. Aquele que nos presta a falsa segurança de que conhecemos aquilo com que lidamos.

De outra forma, o exemplo que aqui teremos, se toma por um valor passional em relação ao vinho e, então, se lança mão da imaginação para se apurar as sensações. Trata-se de ter na imaginação o caminho para a mais atenta das sensibilidades.

Eis um exemplo de descrição que busca o além das menções organolépticas:

“Rubi intenso, já apresentando halo aquoso. Lágrimas abundantes.

Vermelho resistindo ao tempo.

Aromas orgânico e tostado atacados por um mentol sutil.

À boca se dá Equilibradíssimo. Taninos finos, álcool dançando com acidez em harmonia. Vinho intenso, mas de alegre leveza.

Retro-olfato de frutas vermelhas, chocolate mentolado. Aventura de criança na cafeteria.

Persistente.”

É um exercício de sensibilidade e sonho, dado por uma adesão total do degustador. Além disso, exige-se um estilo literário em que a alegria de falar (escrever) é continuação da alegria de sentir. Meu objetivo é explorar esta função do viver o vinho. Como se viu, tenho muito a desenvolver…

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