Cacique Maravilla revelação Descorchados 2015

cacique_maravilla_vinhedoBelo evento, a Degustação de Lançamento do Guia Descorchados 2015, apresentou, de maneira organizada, seus muitos e diversos produtores.

Sem dúvida, vinhos de alta qualidade. Os destaques escolhidos por Patrício Tapia foram:

  1. Valduga Gran Reserva
  2. Arnéis do Viñedo de Los Vientos
  3. Jano Tannat Estancia La Cruz
  4. 137 Toneles
  5. Tres 14 Imperfecto Daniel PI Projeto particular
  6. Eggo Tinto de Tiza malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon
  7. Silencio Cabernet Sauvignon da Cono Sur
  8. Lota 2009 da Cousiño Macul
  9. Amat 2009 tannat da Familia Carrau
  10. De Martino Viejas Tinajas Moscatel

Além do que já esperamos de vinhos de qualidade, notei boa diversidade dos produtos apresentados. Propostas que prezavam pela tradicionalidade e história, assim como propostas inovadoras, todos com sua barra elevada no que tange a coragem, ousadia e personalidade.Claro que podemos avaliar somente a qualidade dos vinhos em um guia como este, mas, em um Blog como este, além da qualidade, gosto de expressar aquilo que me traz certo significado, certo sentido de ser do vinho.

Assim, tendo mencionado a qualidade, a coragem e a personalidade, quero juntar todos estes elementos em um certo produtor que me chamou a atenção por ter em sua produção os assuntos neste Blog tratados, a saber, o que há de mais autêntico no vinho, em sua acepção própria mais pura, como vinho-homem, acepção tal que confere ao vinho uma ligação que vai do mítico e místico ao cético, trazendo a história e a natureza à botella.

Trata-se de uma produção de vinhos naturais, em que seu mais emblemático vinho é feito com a uva País, uva que resistiu séculos no Chile em meio ao esquecimento. Temos hoje bastante estardalhaço a respeito dos naturebas, muitas vezes por marketing e moda. Não é esse o caso. O modo de produzir deste produtor resgata o modo ancestral de produção da família Gutiérrez: 300 anos desde o início da produção. Recuperou a essência de uma época e da mesma maneira produz vinhos sem adição agroquímica.

Provei primeiro seu Moscatel de Alejandría, um vinho turvo, que sai da garrafa soltando bolhas. Turbidez por não ser filtrado, bolhas por não terem suas leveduras indígenas exterminadas. Seu emblemático Pipeño 100% País, engarrafado em garrafas de 1 litro, vêm de cepas com mais de 250 anos. Um vinho fresco com frutas incomuns, a meu ver. Estes vinhos são o contato mais legítimo com a uva e mais direto com a natureza. É possível sentir certa solidez, certa “polpa” no Moscatel de Alejandría, o Pipeño 100% País traz certa perplexidade alegre, se me dou à licença poética.DSC03869

Produz-se, também, cortes com Cabernet Sauvignon e Malbec.

“Cacique Maravilha” – se bem ouvi da história contada por Paola, em meio à agitação do evento – foi a alcunha dada pelos Mapuches que resistiram à Guerra de Arauco, ao simpático primeiro membro dos Gutiérrez que naquele local se instalou: Santa Lucía de Yümbel.

Levo boas lembranças dos vinhos e em especial do Cacique e sua história. Só lamento ter perdido a oportunidade de visitar os produtores que se encontravam no mezanino, em especial Luís Alejandro Pérez, da Doña Paula, para quem garanti minha presença. Isto se deu pela acessibilidade não oferecida a cadeirantes pela Praça São Lourenço àquele local.

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