O Dizível

“A descrição dos vinhos deveria ser deixada para Byron, Shakespeare ou Schiller” … “precisam ser degustados para que se conheça a sua grandeza, pois não há palavras para descrevê-los.”.Agoston Haraszthy-01

Lendo a história do vinho, nos deparamos com inúmeros personagens importantes que advogam o uso de uma linguagem menos “objetiva” e mais poética, para descrever as ricas sensações e manifestações provocadas pelo vinho.

Acima, temos o testemunho do conde Agoston Haraszthy, a respeito do Steinberger e do Schloss Johannisberg, em Rheingau. Este senhor, de origem húngara, dono de vinhedos ao norte da sua terra natal, quando do domínio do império austro-húngaro se exilou nos EUA, se tornando protagonista da história do vinho também neste país. Corre à boca pequena que foi ele quem levou Zinfadel (Primitivo), conhecida como Plavac Mali, para os EUA. Só para fins de curiosidade, a Plavac Mali é, na verdade, o cruzamento da Crljenak Kastelanski (Zinfandel) com a casta Dobricic.

Mais do que celebrar a profunda riqueza do vinho alemão já no início do séc XIX, o excerto nos confirma a necessidade e o mister da linguagem e imagem poéticas para, ao menos, tentar nos aproximar daquilo que um vinho pode Ser.

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